#7 Margarida Dias: o talento como ponto de partida

Há pessoas que entram no mundo do desenvolvimento pessoal pela via da inspiração. A Margarida entrou pela via da estrutura.

Licenciada em Gestão e Mestre em Engenharia Industrial pela Universidade do Minho, começou o seu percurso em consultoria e passou pela NOS antes de decidir que queria trabalhar não apenas com processos, mas com pessoas. Em 2017 fundou a Inttos, um nome que vem do latim e significa “de dentro”. Não é acaso. É posicionamento.

A Inttos nasce da convicção de que não precisamos de acrescentar camadas artificiais para crescer. Precisamos de revelar, organizar e amplificar o que já está lá.

A Margarida trabalha sobretudo com líderes e equipas, trazendo para o desenvolvimento humano algo que nem sempre é comum nesse território: rigor. Clareza conceptual. Método. Separação nítida entre coaching, consultoria e mentoria. Não é motivação vazia, não é discurso de palco, não é “receita de sucesso”.

É aqui que entra o Gallup CliftonStrengths, metodologia em que se certificou e que integra no trabalho da Intus. Um modelo que parte de um princípio contraintuitivo: o maior retorno não está em corrigir fraquezas, mas em investir estrategicamente nos talentos naturais.

Numa era obcecada por melhorar o que está “em falta”, a Margarida propõe outra pergunta:
E se o caminho não for tornar-nos diferentes, mas tornar-nos mais nós?

Foi isso que me marcou quando passei pela formação dela. A ideia de que desenvolvimento não é um exercício de correção constante, mas de amplificação consciente.

Neste episódio, falamos de:

– O que é coaching e o que não é.
– Porque é que seguir modelos de sucesso pode ser perigoso.
– O impacto de trabalhar com pontos fortes em equipas.
– E a diferença entre saber quem somos e usar isso de forma estratégica.

Se procuras desenvolvimento com estrutura, clareza e menos romantização, esta conversa é para ti.

Partilhar:

Outros Episódios e Artigos

Crónica

Pensar continua caríssimo

Recentemente percebi algo curioso: passo mais tempo a falar com máquinas do que com pessoas. Uso inteligência artificial todos os

Outros conteúdos

Blooming on Empty

On success, misalignment and the quiet cost of not noticing Este foi o discurso que levei a competição nos Toastmasters