Olá, sou a Carolina.

Sempre me interessei pelo resultado final, mas foi na construção gradual antes dele que aprendi onde as decisões realmente se formam. No espaço onde as ideias ainda estão a ganhar forma, onde há hipóteses em aberto, escolhas por fazer e consequências que ainda não são totalmente visíveis.

Depois de estudar comunicação e passar profissionalmente por áreas de marketing, operações e desenvolvimento de negócios, a gestão de projetos como disciplina transversal foi um lugar intermédio que encontrei entre o pensar e o fazer, onde as ideias ganham estrutura, contexto e responsabilidade.
Foi aí que me encontrei e dei forma a uma necessidade de ordem mental que me atravessava em diferentes áreas.

Sempre tive curiosidade pelas pessoas para lá dos papéis que ocupam. Gosto muito de conversar, de ouvir, de observar, de perceber como cada um constrói sentido para as suas escolhas e como lida com a incerteza quando o caminho não está todo iluminado.

Essa curiosidade estende-se a outras linguagens e formas de estar. A música, os livros e a gastronomia interessam-me pelo mesmo motivo: pela atenção ao detalhe, pelo tempo que exigem e pela forma como revelam quem somos quando criamos, escolhemos ou degustamos. Os meus gatos, talvez por viverem entre independência e presença, lembram-me que nem tudo precisa de ser explicado para fazer sentido. O Caetano, o Godinho e a Clementina fizeram de mim melhor.

Tenho uma relação prática com as ideias: gosto de as pensar, mas também de as testar, ajustar e, se for preciso, largar. Acredito mais em processos honestos do que em narrativas perfeitas; em conversas bem tidas e mudanças de ideias do que em respostas certas.

Interesso-me pelo meio do caminho. Pelo que se aprende enquanto se faz. Pelas mudanças de rumo que não cabem num resumo curto, mas dizem muito sobre quem somos e como escolhemos avançar.

Porque criei o Ideias a Mais

Criei o Ideias a Mais porque, ao longo do tempo, vi demasiadas boas ideias ficarem pelo caminho.

Inclusive as minhas.

É extraordinariamente fácil adiar. Pela cabeça cheia, pelas ansiedades ou por uma vida corrida que insiste, quase sempre, no não.

Este espaço nasce como resposta a isso. Para mim e para quem me quiser ler ou ouvir. Como celebração do fazer apesar de tudo.

Aqui, a inspiração não é um fim.

É apenas o início de um compromisso.

Este é um espaço para quem está a tentar fazer, a ajustar, a insistir.

Mesmo quando a própria cabeça parece estar do lado oposto.

O genérico, dos Indigo Quintet

O que me interessa explorar

Vamos conversar?

Se faz sentido falar, falamos.